terça-feira, 16 de maio de 2017

Como surgiu Napo (uma versão subjetiva)

Napo é um menino que não existe...
...mas, desde que me encontrei com esta história em literatura, escrita pelas sábias palavras de nosso querido mestre e amigo Edson Bueno, não tive dúvidas que seria uma grande aventura que marcaria a minha existência.
Li o livro umas 15 vezes muito antes de iniciarmos o processo de criação, por questões de tempo, pois estávamos em outro encontro com Edson que resultou no lindo espetáculo "Pelas Mãos de Maria ou As Vozes de Simone". A cada vez que concluía aquelas histórias, identificava algo de Napo em mim, então, aí está: Eu sou Napo! Por que Napo é o espírito livre da criança que imagina e transforma o mundo. O que eu queria ser!

Através do olhar simples e poético é possível viver a vida de forma intensa e sem as prisões do cotidiano. Napo veio para ensinar a viver, a olhar para a flor presa no meio do poste mas que resiste ao frio. Essa capacidade de se colocar nas pequenas coisas me fez encarar um novo processo de criação com a alma!
A vida me colocou neste caminho e hoje identifico a existência de um Napodegard, onde posso abstrair o mundo real e viver os sonhos de criança, sem rédeas e sem obstruções.
Viver Napo me ensina que é necessário se jogar num buraco imenso, escuro, onde habita o mistério.
O lugar desconhecido da vida e  que gera curiosidade é um sonho que podemos concretizar, através da fé! Uma fé à vida, ao amor, aos amigos, ao teatro!
O suor escorrido é pouco! Cada gota de amor dedicada me transborda o cálice sagrado bacanal!
Estar e Ser, presentificar e presenciar, mergulhar e enterrar-se...renascer!

Os espaços de emoção se abriram e descubro camadas, coloridas, que respingam e reverberam em mim o prazer de viver o teatro!

Napo, muito obrigado por você existir!

Obrigado por me ensinar a viver assim, olhar através de suas histórias e memórias, um pouco mais da minha passagem por aqui, por que logo, todos nós estaremos deitados em algumas nuvens olhando às estrelas a noite, que é lá, o lugar onde moram as coisas mais divertidas!
O lugar onde podemos ser,
Ser coisa, ser estrela, ser nuvem e ser vida. Ser um guarda-napo,
sujo de paixão.


sexta-feira, 12 de maio de 2017

Venham assistir o nosso mais novo espetáculo!

NAPO - um menino que não existe

Dias 21, 22, 27 e 28 de maio, às 16h e 18h

Um convite muito especial do Edgard Assumpção, nosso Napo!


Está chegando a temporada do nosso novo espetáculo!

NAPO - um menino que não existe

De 20 a 28 de maio, apenas nos fins de semana, às 16h e 18h

O Edson Bueno, autor do livro que foi inspiração para a peça, veio convidar a todos para assistir!

https://www.youtube.com/watch?v=9n9x0sRXOA4


quinta-feira, 4 de maio de 2017

Estreia!



Esta é uma História que talvez tenha acontecido.
Quantos meninos ou meninas não sonham em tornar a realidade plausível em infinitas, divertidas e libertadoras “impossibilidades”??? Mais uma “cria” da parceria com o amigo Edson Bueno – um menino-homem, dos mais criativos e cultos que já conhecemos e que vem para solidificar a fé contínua na arte da construção de impossibilidades.
Napo – esta criança que conhecemos e reconhecemos, vem para homenagear a infância e toda a esperança que ela representa.  Esperamos que recebam a nossa “criatura”, que brincando neste palco, singela representação da vida, nos ensina a revolucionar nossos pequenos gestos e compreensões, assim, como uma possibilidade de liberdade e de esperança.

AACA – Associação Abração Círculo das Artes 










quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Napo, Dona Margarida, e as Flores.


Napo e sua Professora.

        "É que plausível eu ja sou, professora. Queria ser impossível. Quem é impossível pode ser muito mais coisas do que quem é só plausível.                                                                                     

     A senhora, por exemplo, é como todo mundo, plausível. Cabelo plausível, vestido plausível, sapato plausível, batom plausível, régua plausível, giz plausível. E a senhora me desculpe, já que perguntou...                                                                                                     Só fala coisas plausíveis! Se fosse impossível, ia ser mais divertida. A dona da cantina é mais impossível que a senhora. Ela faz bolinho de fubá. A senhora fica repetindo o que está nos livros. Que plausível que é, não? Pode ter uma coisa mais plausível que cantar o Hino Nacional toda manhã? Na prova só caem coisas plausíveis. O seu avental branco é tão plausível, professora! E a prova? Se eu acertar tudo tiro 10 e se errar tudo tiro 0. Nossa, que vida mais plausível a sua! Deus fez o mundo impossível, mas fez a gente muito plausível."

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Uma bela manhã de processo da criação da peça "Napo, um menino que não existe".

20/02/2017



     Enquanto Edgar Assumpção(Ator) e Leo Campos(Ator)testam uma nova proposta de cena na escada, Edson Bueno(Dramaturgo) apresenta para Letícia Guimarães(Diretora) e Karla Izidro(Sonoplasta) um novo texto com uma proposta musical "Um monte de Rinoceronte". 
    Ana Sercunvius(Atriz) e Thaysa Petry(Atriz) acabam descobrindo um "Rinoceronte"(o animal preferido de Napo) com uma bola amarela, um lençol azul, uma banana de cera, e um chapéu velho de bruxa...

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

LIMITES



"No céu é onde estão as coisas mais divertidas. Deve ser uma delícia deitar numa nuvem e ficar contando estrelas à noite. Mas sem apontar o dedo porque senão nascem verrugas"

 - Pensa Napo.